Osmar Dias retorna ao Senado e faz críticas ao governo
Da Redação | 07/11/2005, 00h00
Após 15 dias de licença médica, o senador Osmar Dias (PDT-PR) voltou ao Senado, nesta segunda-feira (7), criticando a demora do Congresso em concluir as investigações e encaminhar os pedidos de punições dos envolvidos em atos de corrupção no setor público. Osmar Dias apontou ainda a incompetência do governo Luiz Inácio Lula da Silva ao enfrentar a contaminação do rebanho brasileiro pela febre aftosa e afirmou que a vitória do "não" no referendo sobre o desarmamento representou um protesto contra a incapacidade do poder público em garantir segurança à população.
Nesse tempo em que ficou afastado das atividades parlamentares, Osmar Dias disse ter-se colocado no lugar do cidadão comum, indignado não só com os fatos denunciados, mas também com a demora na punição dos responsáveis pela crise que abalou a política e a economia brasileira. Sobre a entrada da aftosa no país pelo Paraguai, salientou vir alertando o governo federal desde setembro sobre o problema, decorrente, na sua opinião, da falta de um sistema sanitário homogêneo nos países integrantes do Mercosul.
Em vez de representar a intenção de se ter uma arma em casa, a vitória do "não" na consulta sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição significou, no seu ponto de vista, um protesto da sociedade à incapacidade do aparato de segurança pública em impedir o avanço da violência no país. Os senadores Heloísa Helena (PSOL-AL), Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Sibá Machado (PT-AC), João Batista Motta (PMDB-ES), Mão Santa (PMDB-PI) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) saudaram o retorno de Osmar Dias e destacaram sua atuação parlamentar, principalmente em defesa da agricultura nacional.
(Simone Franco)
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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