Arthur Virgílio relembra as sete mortes do caso Celso Daniel

Da Redação | 19/10/2005, 00h00

O senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) comentou nesta quarta-feira (19) as mortes do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, e de mais seis pessoas que tiveram algum tipo relação com a morte do prefeito ou com as investigações do assassinato. Para ele, a seqüência de mortes é um "filme de terror" que assusta o governo, levando-o a fazer de tudo para evitar as investigações do caso.

- Se o governo tinha medo, parece que agora não vai mais dormir - ironizou o líder do PSDB.

Arthur Virgílio enumerou as mortes de outras pessoas envolvidas com o caso. Dionísio Severo seria o elo de ligação entre os seqüestradores do prefeito e daqueles que os contrataram. Preso, Dionísio foi morto na cadeia.

Manoel Estevam, o "Orelha", deu abrigo a Dionísio antes de sua prisão e foi assassinado em São Paulo. Antônio Palácio, garçom que atendeu a Celso Daniel na noite de seu seqüestro e ouviu o ex-prefeito conversando com o amigo Sérgio Gomes, o "Sombra", foi perseguido por supostos assaltantes e morreu ao bater sua motocicleta em um poste.

Paulo Brito, funcionário da Febem, testemunhou a morte de Antônio Palácio e foi morto a tiros. O investigador Otávio Mercier, que conversou com Dionísio Severo dias antes de este morrer na cadeia, foi assassinado, supostamente num assalto.

Iram Rédua, que recolheu o corpo de Celso Daniel numa estrada, também foi assassinado a tiros. Na semana passada, o legista que fez a autópsia do corpo do ex-prefeito, foi encontrado morto em casa.

Em aparte, o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) lamentou que o governo insista em não apurar a morte do ex-prefeito. Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) opinou que esse assunto, por si só, já torna o governo indigno de merecer o respeito popular.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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