Senado lança livro de Joaquim Nabuco na Bienal de Pernambuco
Da Redação | 06/10/2005, 00h00
"Acabar com a escravidão não nos basta; é preciso destruir a obra da escravidão". Esta frase foi pronunciada em um comício por Joaquim Nabuco, durante a campanha eleitoral de 1884, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco. A abolição dos escravos foi o mote da maioria dos seus pronunciamentos. Os melhores discursos de Nabuco no período, selecionados pelo próprio autor, estão no livro Campanha Abolicionista no Recife (Eleições de 1884), que o Senado reeditou e lança na 5ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.
O senador José Jorge (PFL-PE) confirmou presença no lançamento do livro, que ocorrerá no estande do Senado, às 18h desta sexta-feira (7). Ele autografará exemplares da obra. Além da Campanha Abolicionista no Recife, o Senado estará vendendo durante a Bienal, que será realizada no período de 7 a 16 de outubro, outros quatro títulos de Joaquim Nabuco: Minha Formação, Balmaceda, A Intervenção Estrangeira Durante a Revolta de 1893 e O Abolicionismo. Sobre o autor, escrito por Vamireh Chacon, estará disponível Joaquim Nabuco: Revolucionário Conservador (Sua Filosofia Política).
Minha Formação é uma autobiografia parcial onde Nabuco rememora desde retratos da sua infância até impressões das viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos, e trata também da sua atuação política. Em Balmaceda estão reunidos artigos de Joaquim Nabuco publicados de janeiro a março de 1895, no Jornal do Comércio, sobre o presidente chileno que intitula o livro. Balmaceda, que foi eleito como liberal, viu seu governo terminar num impasse: o fechamento do Congresso e a guerra civil.
Já no livro A Intervenção Estrangeira Durante a Revolta de 1893 Nabuco estuda a participação estrangeira na Revolta da Armada, quando Floriano Peixoto pediu ajuda de forças internacionais alegando que monarquistas poderiam bombardear a cidade do Rio de Janeiro. O Abolicionismo, considerada uma das obras fundamentais do autor pernambucano, reúne o pensamento de Joaquim Nabuco sobre a abolição dos escravos. Ele opina sobre as causas, o caráter jurídico, o aspecto humanista e os fundamentos econômicos que sustentaram a escravidão.
No ensaio Joaquim Nabuco: Revolucionário Conservador, o professor do departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília, Vamireh Chacon, analisa textos de Nabuco e a biografia A Vida de Joaquim Nabuco, escrita pela filha do biografado, Carolina Nabuco. Também reúne correspondências, discursos e projetos de Joaquim Nabuco.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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