Arthur Virgílio diz que Lula se afastou do povo, do país e de Deus

Da Redação | 27/09/2005, 00h00

Em discurso nesta terça-feira (27), o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) citou o padre Antônio Vieira para lembrar que o sentido de todo governo deve ser o desenvolvimento, mas que o povo está "insatisfeito e maltratado", pois não foi ouvido e agora o governo tenta, "tardiamente", estabelecer uma conexão com o país.

O parlamentar enfatizou ensinamento do Padre Vieira que diz: "ao assentar no trono do reino, a primeira coisa que o rei deve fazer é escrever da própria mão o respeito a Deus e o cumprimento fiel da lei." Ele fez uma analogia da palavra Deus com "povo" e "país", para demonstrar que o governante não deve se distanciar de ambos, pois essa é a única sabedoria necessária à arte de governar.

- A espera foi em vão para os brasileiros, pois faltou a leitura ao governante, que não compreendeu que não deve se apartar nem um pouco, para a esquerda ou para a direita, do povo, do país, de Deus - comparou.

Arthur Virgílio comentou ainda o desligamento de Plínio de Arruda Sampaio do Partido dos Trabalhadores, que teria deixado o partido por não mais respeitá-lo. Criticou a incapacidade do governo de indicar um nome do próprio partido para a Presidência da Câmara dos Deputados.

O senador adotou posição contrária à iniciativa de incluir, na CPI dos Bingos, o recente escândalo dos juízes de futebol, pois acredita que se estaria desviando o verdadeiro foco da comissão. Em aparte, o senador Romeu Tuma (PFL-SP) disse que a Assembléia Legislativa de São Paulo pretende instalar uma CPI e, se necessário, a comissão poderá requerer informações nela colhidas.

Também em seu discurso, o parlamentar manifestou solidariedade à senador Heloísa Helena (PSOL-AL) pela agressão sofrida na semana passada na CPI dos Correios e do Mensalão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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