Renan participa do lançamento do livro "ABC das Alagoas"

Da Redação | 12/09/2005, 00h00

O presidente do Senado, Renan Calheiros, participa nesta quinta-feira (15), às 20 h, na Academia de Letras de Alagoas, em Maceió, do lançamento do livro "ABC das Alagoas - Dicionário Bibliográfico, Histórico e Geográfico de Alagoas". A obra, de autoria do professor Francisco Reynaldo Amorim de Barros, é fruto de ampla pesquisa sobre a cultura, a economia e a história do estado.

Resultado de um trabalho de mais de oito anos, o livro é composto de dois volumes que somam mais de mil páginas. Ele destaca os principais fatos que marcaram os alagoanos ao longo de sua história. "São, a rigor, 188 anos de história marcada pela bravura e pela coerência", conforme texto de divulgação do livro.

No livro, Reynaldo cita uma história bem mais antiga. Ele conta que Jaime de Alatavila, em sua História da Civilização das Alagoas, defende que o primeiro ponto avistado pela frota portuguesa de Cabral "é de se presumir que tenha sido um dos cabeços da Serra da Nacêa, no município alagoano de Anadia". Alatavila continua, na citação de Reynaldo: "esta é a nossa opinião, fundamentada no erudito historiador pernambucano Fernandes Gama e em Alexandre von Humboldt, os quais afirmam que as primeiras terras avistadas pela armada portuguesa estavam localizadas a 10º de latitude sul, por conseqüência entre Jequiá e Coruripe".

Ainda de acordo com o texto de divulgação do livro, Reynaldo esmera-se em apagar polêmicas e manter a precisão dos fatos. Calabar, por exemplo, que durante séculos foi apontado como traidor por ter lutado ao lado dos holandeses contra os portugueses, é redimido no texto do livro: "A pátria brasileira não existia. Nenhuma das duas principais nações que a disputavam possuía hegemonia sobre o vasto território, porque em 1641, ainda, Portugal e Holanda conservavam um armistício para que cessassem as guerras durante dez anos e, mais tarde, em 1661, ambos os contendores celebravam o tratado de Haia, sendo reconhecidos os direitos dos Países Baixos, que receberam 4 milhões de cruzados para que desistissem da conquista que haviam realizado no Brasil."

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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