Relator rebate acusação de dificuldade ao acesso de documentos

Da Redação | 27/07/2005, 00h00

O relator da Comissão Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse nesta quarta-feira (27) que os integrantes da comissão têm acesso aos documentos sigilosos em poder da CPI muito antes dele e do presidente do colegiado, senador Delcidio Amaral (PT-MS). Por isso, disse ele, qualquer acusação de impedimento ao acesso não é verdadeira.

- É injusta essa manifestação - afirmou

Os técnicos da comissão vêm enfrentando dificuldades para trabalhar, disse Serraglio, já que precisam atender aos vários parlamentares do colegiado. Por isso, a CPI vai tentar sistematizar o acesso aos documentos, determinando períodos por dia nos quais os parlamentares, acompanhados dos técnicos da comissão, poderão avaliá-los.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) sugeriu que a comissão prepare relatórios ou pareceres sobre a documentação já analisada. Já o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) pediu que a CPI analise a possibilidade de que técnicos dos bancos BMG e Rural ajudem a avaliar e sistematizar os papéis enviados, da mesma forma que o Banco do Brasil fez. O senador Sérgio Guerra defendeu ainda a idéia de se indicar um representante de cada partido para que, permanentemente, possa ter acesso aos documentos.

- É uma boa ação para que haja condições de avaliá-los e trabalhar neles, lembrando sempre de manter severidade na conduta das informações sigilosas - disse.

Delcidio criticou a atitude de alguns deputados e senadores que falam sobre os dados sigilosos em entrevistas a emissoras de rádio e televisão.

- Temos que ter cuidado na condução dessas informações - afirmou Delcidio, lembrando que a divulgação indiscriminada desses dados pode causar até turbulências no mercado financeiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)