Delcidio rejeita vinculação com denúncia da Folha de São Paulo
Da Redação | 22/07/2005, 00h00
- São duas coisas completamente diferentes. Uma coisa é o que aconteceu em 2002 [a campanha], outra em 2003 [os saques]. Estou seguro com relação aos meus atos e com tudo aquilo que aconteceu nos 45 dias que ele trabalhou comigo - disse Delcidio.
Roberto Pinho, de acordo com o senador, foi por 45 dias seu coordenador de marketing, mas acabou dispensado por "uma questão de método e de pontos de vista diferentes com relação à campanha". Nesse período, o senador também foi fiador de Roberto em um contrato de aluguel de imóvel. De acordo com a matéria da Folha, ele realizou cinco saques entre 22 de setembro e 17 de dezembro de 2003, totalizando R$ 350 mil.
- Me surpreendi - disse o senador, a respeito do surgimento do nome do ex-funcionário entre os sacadores das contas das empresas de Marcos Valério.
Delcidio anunciou que fará um comunicado à imprensa para esclarecer os fatos e foi defendido pelo relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), para quem a denúncia não afeta o trabalho do presidente da comissão.
O senador revelou ainda que Roberto Pinho é amigo e compadre do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e que a música Refazenda foi feita em sua homenagem.
Íntegra da nota à imprensa do senador Delcidio Amaral sobre matéria da Folha
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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