Tião Viana faz balanço da gestão de Humberto Costa no Ministério da Saúde

Da Redação | 21/07/2005, 00h00

O senador Tião Viana (PT-AC) fez, nesta quinta-feira (21), um balanço da gestão de Humberto Costa (PT) à frente do Ministério da Saúde. Costa foi substituído por Saraiva Felipe (PMDB) na reforma ministerial promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Estou aqui [no Plenário] para prestar uma justa homenagem e um justo reconhecimento ao dedicado trabalho de Humberto Costa nesses 25 meses - declarou Tião Viana.

Um dos pontos destacados pelo senador foi a evolução do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o parlamentar, o SUS atende hoje 79% da população que procura por serviços de saúde.

- É um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, que garante atenção integral, universal e gratuita aos cidadãos brasileiros - ressaltou.

Tião Viana citou alguns resultados que o SUS teria obtido em 2004: 1,2 bilhão de procedimentos de atenção básica, 310 milhões de exames de patologia clínica, 10 milhões de exames de ultra-sonografia, 2,3 milhões de partos, 104 mil procedimentos de alta complexidade em cardiologia e 11 mil transplantes de órgãos, entre outros.

O senador também elogiou o desempenho do Programa Saúde da Família, pelo qual o Ministério da Saúde visa oferecer acompanhamento básico à população no atendimento e prevenção de doenças.

- De 4.161 municípios atendidos no final de 2002, o programa ampliou sua cobertura para 4.837 municípios em junho deste ano - afirmou.

Outra ação destacada por Viana foi o desempenho do Programa de Saúde Bucal. Ele disse que no final de 2002 o programa contava com 4.261 equipes, e que em junho de 2005 já havia 10.628 equipes.

- Dessa forma, a cobertura bucal se ampliou, nesse período, de 26 milhões para 55 milhões de pessoas atendidas - acrescentou.

Viana frisou que esses resultados - e outros que ele citou em seu discurso - puderam ser alcançados devido a mudanças introduzidas no financiamento dos programas do ministério. Como exemplo, o senador citou um acréscimo de 50% sobre os incentivos repassados para o custeio das equipes desses programas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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