Jefferson Péres defendeu suspensão de depoimentos para análise da documentação
Da Redação | 21/07/2005, 00h00
O senador deixou a reunião administrativa da CPI antes de seu término, por intuir que seria voto vencido nesta questão. A CPI decidiu ouvir, na próxima terça-feira (26) a mulher de Marcos Valério, D.Renilda de Souza.
Em defesa de sua tese de interromper os depoimentos, Jefferson ressaltou que a CPI já dispõe de "caixas e caixas" de documentos que os parlamentares somente poderão analisar com ajuda de especialistas contábeis, fiscais e bancários.
Jefferson Peres admitiu que a necessidade de adotar normas de segurança mais rígidas, depois do sumiço da ordem de pagamento no valor de R$ 50 mil, em favor da mulher do deputado petista João Paulo Cunha, Márcia Regina Milanésia Cunha, vai dificultar o exame e o cruzamento das informações.
O senador disse que foi instaurada uma sindicância interna da CPI não somente para descobrir o responsável pelo desaparecimento do documento, mas também para averiguar os canais de vazamento de nomes de pessoas que teriam feito saques no Banco Rural, vários deles falsos.
Documentos
A CPI já recebeu documentos do Banco do Brasil e do Banco Rural oriundos da quebra de sigilo bancário do empresário Marcos Valério de Souza e de suas empresas DNA, SMP&B e subsidiárias como a Grafiti.
A comissão também recebeu, da Polícia Civil em Minas Gerais, 12 caixas de documentos que seriam incinerados na casa do irmão do contador de Marcos Valério. Uma parcela das notas fiscais da DNA está parcialmente queimada.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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