ACM Neto mostra fotos de jatinho usado por Silvio Pereira

Da Redação | 19/07/2005, 00h00

O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) acusou o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira de ter sido beneficiado pelo empresário César Oliveira, dono da empresa GDK e de uma importadora de automóveis. Sílvio Pereira teria voado no jatinho particular do empresário, um Learjet 35 PT LMY, de acordo com fotografias mostradas pelo deputado. Além disso, teria sob suspeita a quitação do financiamento do seu veículo Land Rover, mesma marca importada por César Oliveira. Questionado sobre o pagamento do financiamento do carro, o ex-secretário do PT usou seu direito de não responder.

Segundo o deputado, César Oliveira possui vários contratos com a Petrobras, um deles orçado em US$ 90 milhões. Antonio Carlos Magalhães Neto questionou duramente o depoente, após este ter dito que não intermediava nada entre empresas e governo e que não se lembrava de nomes de empresários donos de jatinhos nos quais teria voado. Depois de o deputado mencionar o nome do empresário e os dados do jato, o depoente disse que os contatos teriam sido "institucionais" e que o empresário queria apenas saber "sobre os projetos do governo".

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) também questionou se o ex-secretário-geral teria participado do que chamou de "versão fantasiosa pior que a operação Uruguai" - numa referência à versão que teria sido montada pelo empresário Marcos Valério e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares para justificar a alta movimentação financeira nas contas de empresas de Valério. A suposta participação foi prontamente negada por Sílvio Pereira.

Alvaro Dias também informou que apresentará requerimento para que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato explique à CPI a possível "intermediação de contratos" e a denúncia divulgada pela imprensa segundo a qual o ex-diretor teria usado um laranja para sacar mais de R$ 300 mil das contas da DNA Propaganda, empresa da qual Marcos Valério é sócio.

Durante o depoimento, representantes do Ministério Público de Minas Gerais entregaram à CPI três caixas com os documentos apreendidos da agência de publicidade DNA em Belo Horizonte. Segundo os promotores, são cópias, já que os originais serão utilizados para instruir o inquérito civil público que investiga a SMP&B, da qual Valério também é sócio, e a DNA em Minas Gerais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)