Arthur Virgílio reclama da omissão de Mercadante

Da Redação | 18/07/2005, 00h00

Em resposta ao pronunciamento do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) feito nesta segunda-feira (18), o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) cobrou do senador petista que não o tenha defendido das declarações feitas pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) sobre contribuições para a sua campanha eleitoral feita pela Skymaster, empresa suspeita de superfaturamento no contrato com os Correios. Virgílio disse que, assim como defendeu os deputados Paulo Delgado (PT-MG) e Sigmaringa Seixas (PT-SP) de envolvimento com saques no Banco Rural, gostaria também de ter sido defendido por Mercadante.

Virgílio lamentou que, enquanto recomenda-se aos "tucanos" que respeitem Mercadante, "qualquer parlamentar pode dizer o que quiser" dele próprio. Virgílio afirmou que Mercadante não é tratado de maneira descortês por ninguém do PSDB, acrescentando que, caso isso acontecesse, o defenderia, repreendendo duramente quem o fizesse.

- Não senti nada parecido com isso, pois vossa excelência cumpriu sua rotina e não demonstrou por mim a consideração e respeito que o senadores Paulo Paim e Ideli Salvatti demonstraram - reclamou.

Arthur Virgílio disse ainda que existem itens básicos de campanha, como programas de televisão e rádio e anúncios para esses veículos, que devem ser computados de maneira separada para os candidatos a cargos eletivos. Ele disse não acreditar no valor de R$ 1,910 milhão cobrados pelo publicitário Duda Mendonça ao PT de São Paulo. O senador afirmou que os escritórios políticos, pessoal, panfletos, comícios, locação de palco, sonorização, iluminação e transporte são itens que devem ser computados na conta do candidato.

O senador Aloizio Mercadante disse que não sabia da pergunta feita pelo deputado Henrique Fontana a Virgílio e acrescentou que não houve nenhuma tentativa de atingir a honra do senador. Segundo Mercadante, o que aconteceu foi a menção a um apoio financeiro de campanha, o que deveria ser tratado como uma parte essencial da política. Na sua avaliação, é preciso assumir que cada homem público tem um duplo vínculo: o voto e o apoio financeiro de campanha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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