Raupp critica suspensão de corte de árvores em áreas com mais de três hectares

Da Redação | 14/07/2005, 00h00

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) manifestou-se frontalmente contrário à política que será adotada pelo Ministério do Meio Ambiente de suspender, por um ano, o corte de árvores na Amazônia em áreas maiores do que três hectares, correspondentes, segundo afirmou, a uma pequena chácara. Para Raupp, essa espécie de moratória do corte de árvores terá graves conseqüências para a atividade econômica dos estados amazônicos, com comprometimento do número de empregos na região.

O senador registrou que há, em Rondônia, muitas empresas madeireiras sérias que querem explorar madeira com plano de manejo, cortando as árvores ao mesmo tempo em que replantam as espécies.

-  Elas esbarram na intransigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que não aprova o plano de manejo e aborta os projetos de desenvolvimento racional da floresta - disse Raupp, reconhecendo que os excessos no desmatamento na Amazônia precisam ser duramente coibidos.

Em aparte, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou ter chegado a hora de o Senado retomar as rédeas da política de meio ambiente do país, aprovando uma legislação adequada e definitiva para o setor. Segundo ele, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é "talibânica e xiita", por isso não consegue evoluir para uma discussão dos contrários. Para o senador por Roraima, a ministra  está sob influência dos ambientalistas de Ipanema e da Avenida Paulista.

Também em aparte, o senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) explicou que o corte raso de árvores é danoso para a floresta, mas o corte à altura do peito de um homem, ao contrário, é benéfico, porque permite que a árvore rebrote e "gere filhos à sua volta".  Mestrinho fez questão de registrar que o Amazonas, estado que governou por duas vezes, mantém 98% de suas florestas nativas preservadas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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