Aelton defende aprovação de projeto que combate o roubo de carga

Da Redação | 13/07/2005, 00h00

O senador Aelton Freitas (PL-MG) fez um apelo nesta quarta-feira (13) para que deputados e senadores aprovem, urgentemente, proposta que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado e que altera o Código Penal para aumentar as penas do crime de receptação ao roubo de carga dos atuais oito anos para 15 anos de reclusão, acrescida de multa. Com um aumento anual em torno de 15% e causando um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão por ano à economia do país, o roubo de carga tem se concentrado na Região Sudeste onde se deram 80% das ocorrências, conforme Aelton.

- Temos de nos mobilizar para aprovarmos, urgentemente, a proposta que está tramitando com o intuito de endurecer o tratamento aos criminosos que se envolverem neste tipo de crime, sobretudo na sua receptação - afirmou.

De autoria do senador Valmir Amaral (PP-DF), o projeto a que se refere Aelton é o PLS 156/03 que se encontra pronto para a pauta da CCJ, onde recebeu voto favorável do relator, senador Demostenes Torres (PFL-GO).

Aelton recomendou que os esforços na luta contra o roubo de cargas devem ser direcionados  especialmente para o combate à receptação. Ele esclareceu que esta também foi a conclusão a que chegaram os representantes do setor, durante o Encontro Mineiro do Transporte Rodoviário de Carga, realizado em junho passado, no município de Contagem, na Grande Belo Horizonte. Para eles, assim como para Aelton, se não houver compra, naturalmente não haverá roubo.

Em Minas, de acordo com o senador, os problemas se concentram principalmente na região do Triângulo Mineiro, onde, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Triângulo Mineiro, Ari Souza, nos últimos cinco anos as ocorrências do crime aumentaram 600%.

Entre as causas desse "crescimento avassalador", Aelton Freitas apontou a grande concentração de indústrias e atacadistas na região, a facilidade de rotas de fuga para São Paulo e também as más condições das rodovias, que obrigam os caminhoneiros a reduzirem em demasia a velocidade, tornando-se mais vulneráveis à aproximação dos criminosos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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