Agripino sugere licença a deputado que levava malas de dinheiro
Da Redação | 11/07/2005, 00h00
Agripino informou que o PFL se reunirá na quarta-feira (13) para tratar do assunto. O senador espera que, até lá, o fato esteja "esclarecido de forma verossímil". Ele destacou que o PFL, neste momento atuando como investigador nas CPIs abertas no Congresso, não aceita que tentem transformá-lo em investigado. Agripino manifestou ainda a opinião de que o mandato do deputado "é incompatível com a viagem que o deputado João Batista faria naquele jatinho".
Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) afirmou que não considera justo "colocar em dúvida a honra de um partido" por causa da atuação de uma pessoa. Disse ainda que "o PT tambémnão é merecedor da desonra pela qual vem passando" e acredita que o caminho correto seja afastar partidariamente qualquer pessoa acusada até que os fatos sejam esclarecidos. "Se ela for inocente, voltará ao partido."
Também em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) ponderou ser necessário "explicar tudo" ao país. Já o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-A) rechaçou qualquer tentativa de colocar o PFL no banco dos réus, por causa de um deputado do partido detido quando entrava em um jatinho em que havia malas de dinheiro. Lembrou que a Igreja Universal esclareceu a origem do dinheiro e que o deputado é pastor desta igreja. "É uma situação bem diferente com o que aconteceu em São Paulo, quando um assessor do PT foi preso com dólares na cueca".Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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