Para Serraglio, depoimentos desta terça foram pouco elucidativos

Da Redação | 05/07/2005, 00h00

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) afirmou que a comissão está virando a  "página dos arapongas" e começando a entrar nos assuntos representados pelos reais conteúdos das fitas gravadas, o que estaria sendo exigido pela "opinião pública". Ele concedeu uma entrevista à imprensa, logo depois de terminado o depoimento do agente da Abin Edgar Lange.

De acordo com o relator, os dois depoimentos apresentados até o início da noite desta terça-feira (5) pelo jornalista Jairo Martins de Souza e pelo agente da Abin não trouxeram grandes novidades às investigações. Na sua opinião, o depoimento de Lange teria sido mais elucidativo se feito em sigilo, solicitação negada pelo plenário da CPI.

Ele comunicou ainda aos membros da CPI que o publicitário Marcus Valério, que depõe nesta quarta-feira (6), não poderá ser preso se não assinar termo de compromisso como testemunha ou se negar a responder perguntas dos parlamentares. O benefício ao depoente, conforme Serraglio, foi garantido por liminar do STF, concedida nesta terça-feira pela ministra Ellen Gracie.

Quanto à nota distribuída pelo líder do PMDB na Câmara dos Deputados, José Borba (PR), na qual admite que negociava com Marcus Valério o preenchimento de cargos no governo federal, Serraglio admitiu que a CPI não tem muito o que fazer no momento em relação ao episódio. Em sua opinião, o assunto estaria mais relacionado ao chamado mensalão, objeto de uma possível CPI específica na Câmara dos Deputados, ou de uma CPI mista no âmbito do Congresso Nacional

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)