Maciel divulga documento do governo de Pernambuco sobre transposição

Da Redação | 28/06/2005, 00h00

O senador Marco Maciel (PFL-PE) anunciou nesta terça-feira (28) que o governo de Pernambuco apresentou documento ao Ministério da Integração Nacional sobre o projeto da transposição do Rio São Francisco em que reafirma seu apoio ao enfrentamento do problema da falta de água no semi-árido nordestino. Segundo o parlamentar, a posição do governo de Pernambuco é apoiada pelos três senadores do estado e por parte considerável da bancada de deputados federais pernambucanos.

De acordo com o senador, o governo de Pernambuco aceita a passagem dos canais de transposição, mas deseja ver respeitados também os interesses estaduais. Um deles seria a integração sistêmica das bacias pernambucanas à do Rio São Francisco, levando em consideração as necessidades de irrigação, custos operacionais e a potencialização de projetos de desenvolvimento econômico e social em Pernambuco. Outro interesse estadual, disse Marco Maciel, seria a garantia do abastecimento de água nas áreas urbanas e rurais, especialmente no sertão e agreste de Pernambuco, com a absorção de obras previstas no programa estadual de aproveitamento hídrico e a retomada dos projetos de irrigação que, ressaltou o parlamentar, apesar dos significativos investimentos já realizados, estão parados.

- Só para dar um exemplo, os projetos de irrigação na região de Petrolina estão todos parados por conta da não liberação de recursos do governo federal. São obras que estão deixando de gerar renda e emprego na região por absoluta falta de verbas - disse.

Marco Maciel informou que o documento também faz um alerta sobre quatro condicionantes julgadas fundamentais na transposição do Rio São Francisco. Uma delas, enumerou, é a consistência do projeto com o desenvolvimento integrado da região. A segunda é a solução negociada entre todos os estados da bacia do São Francisco e com outros que venham a se beneficiar do projeto. Outra restrição é a revitalização prévia do Rio São Francisco, considerada um empreendimento preventivo em relação a possíveis desequilíbrios ecológicos. A última condição mencionada pelo governo de Pernambuco é a estruturação de um sistema de monitoramento e gestão com amplitude e competências adequadas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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