Nezinho Alencar condena ação do superintendente do Incra em Tocantins
Da Redação | 21/06/2005, 00h00
- Estou certo de que será colocado em seu lugar alguém que esteja voltado para os interesses agrários daquele estado e que trate os trabalhadores rurais com dignidade e não escorraçando-os com a polícia - protestou o senador.
O senador considerou "uma grande injustiça" que produtores que financiaram, cada um, R$ 50 mil para construir casa e pasto, vejam chegar agora em suas propriedades novas famílias de assentados que nada investiram. Nezinho Alencar reconhece que a venda de terras por proprietários assentados não poderia ter acontecido, mas lembra que, na época, o Incra não tomou providências.
- Agora, quase vinte anos depois, as famílias já foram reconhecidas pelo próprio Incra e receberam do órgão até mesmo carta de anuência para fazer financiamento junto ao Basa (Banco da Amazônia). Eu entendo que esses pequenos proprietários já foram reconhecidos como legítimos donos daquelas terras - sustentou o parlamentar
Em aparte, o senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB- TO) também condenou a operação do Incra feita em Tocantins e acrescentou que o mesmo vem acontecendo nas cidades de Piraquê, Santa Fé, Darcinópolis e Marianópolis. Ele pediu ainda que o presidente do Incra esclareça denúncias feitas por trabalhadores de que algumas organizações não governamentais (ONGs) estariam recebendo recursos diretamente do Incra para construir estradas no estado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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