Relatório aponta avanços e retrocessos
Da Redação | 16/06/2005, 00h00
Os objetivos foram adotados em 2000 pelos governos de 189 países, incluindo o Brasil, como um compromisso para diminuir a desigualdade social e melhorar o desenvolvimento humano. A iniciativa prevê oito objetivos que deverão ser cumpridos por essas nações, em sua maioria, até 2015: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater a Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
O documento aponta que o Brasil ainda mantém uma das mais agudas desigualdades de renda da América Latina, onde os 20% mais ricos da população se apropriam da maior fatia da renda nacional, cerca de 64%. Com relação ao ensino, o relatório mostra que tanto a América Latina e o Brasil já alcançaram a meta de eliminar a disparidade entre os sexos na educação.
A taxa de mortalidade infantil no Brasil ainda está ligeiramente acima da média regional, mas o país tem obtido avanços um pouco mais rapidamente que as demais nações do continente. Na área de saúde, o maior destaque brasileiro é o combate à Aids. A política do país nesse setor é considerada um modelo para os países vizinhos. O maior desafio do país está no cumprimento das metas relativas à sustentabilidade ambiental.
Na ampliação do acesso ao saneamento, os indicadores nacionais estão entre os piores da região latino-americana, sobretudo na zona rural. Em relação à meta de estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento, o Brasil aparece com destaque positivo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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