Pacote Verde gera polêmica em Plenário

Da Redação | 15/06/2005, 00h00

A discussão do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/05, conhecido como Pacote Verde, gerou polêmica em Plenário na noite desta quarta-feira (15). Os senadores César Borges (PFL-BA) e Leonel Pavan (PSDB-SC) justificaram posicionamento contrário ao projeto - resultante de modificações implementadas na medida provisória (MP) 239/2005, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - por considerarem que ele representa um cheque em branco para que o governo crie essas unidades de acordo com suas conveniências. Eles também criticaram o fato da MP ter sido editada com o objetivo de dar uma satisfação à sociedade após o assassinato da freira norte-americana Dorothy Stang.

Para o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), o que se deve combater são "as quadrilhas que utilizam integrantes do governo do PT para cometer crimes ambientais na Amazônia". José Jorge (PFL-PE) lembrou as recentes denúncias de que o PT supostamente autorizaria o desmatamento ilegal em troca de dinheiro das madeireiras para suas campanhas. 

O senador Juvêncio da Fonseca (PDT-MS), por sua vez, disse apoiar a criação de unidades de conservação ambiental no território brasileiro, mas ressaltou que de nada adianta criá-las se o governo for negligente no que diz respeito à sua manutenção. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) declarou voto favorável ao projeto e informou que, dentro das unidades de conservação, o desmatamento na Amazônia é menor do que nas áreas  desprotegidas.

O senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) defendeu o PLV, alegando que a Amazônia é a "galinha dos ovos de ouro" e que é fundamental explorar esse patrimônio sem ameaçar sua biodiversidade. Já Hélio Costa (PMDB-MG) alegou ser necessária a aprovação da matéria para dar uma resposta à indagação internacional sobre o que o Brasil está fazendo para defender a floresta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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