Heráclito questiona combate à corrupção feito pelo governo

Da Redação | 07/06/2005, 00h00

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) questionou a atuação do corregedor-geral da União, Waldir Pires, alegando que ele não investigou as denúncias de corrupção das estatais, citando os Correios, a Petrobras e o Fundo de Pensão dos Funcionários do Banco do Brasil, a Previ. Ele acusou também o governo de censurar matérias na imprensa.

- O governo agora usa a Polícia Federal para distrair a o opinião pública - disse  o parlamentar, classificando de "medidas diversionista" as operações dos agentes federais.

Heráclito afirmou que o senador Amir Lando (PMDB-RO) deixou de ser ministro da Previdência quando "começou a mexer nos segredos do ministério". Lando explicou, no entanto, que deixou a pasta por decisão sua, depois de apurar os desvios que ocorriam na Previdência e de sentir que "estava inútil".

O senador observou que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que acusou o PT de pagar propina a parlamentares do PP e do PL, é um "arquivo vivo" e deve ter sua segurança preservada.

Heráclito também falou sobre o último acordo firmado entre o Brasil e o FMI, quando o Piauí recebeu R$ 12 milhões, enquanto Santa Catarina recebeu mais de R$ 300 milhões. Ele questionou os critérios de distribuição dos recursos, indagando quem escolheu as prioridades.

Em aparte, Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que o governo não desmentiu o deputado Roberto Jefferson nem rompeu com ele. Para o senador, o governo está "muito quebrado em sua base moral". Flávio Arns (PT-PR) ponderou que é preciso esperar os depoimentos do presidente do PTB na CPI para julgar as suas acusações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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