Paim pede pressa no reajuste do salário mínimo
Da Redação | 18/04/2005, 00h00
O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou ao governo nesta segunda-feira (18), em discurso no Plenário, que faltam poucos dias para a virada do mês e que os trabalhadores, frente à situação de dificuldades econômicas, não podem ficar esperando muito tempo pelo reajuste do salário mínimo, cuja data-base é 1º de maio. Mesmo que o novo valor do salário mínimo possa ser fixado por medida provisória, Paulo Paim sugeriu ao governo que analise projeto de sua autoria (PLS 200/04), o qual, segundo afirmou, poderia ser aprovado com relativa facilidade no Congresso Nacional. O projeto, cuja relatora é a senadora Fátima Cleide (PT-RO), fixa o mínimo em aproximadamente R$ 300 e ainda admite ganhos adicionais do salário em virtude da variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, disse o senador, o salário mínimo teve um aumento de apenas R$ 20, chegando aos atuais R$ 260. O senador também manifestou o seu apoio ao movimento dos aposentados e pensionistas, que pleiteiam um reajuste nos vencimentos da ordem de 50%, resultado das perdas acumuladas nos últimos anos quando comparados aos índices inflacionários. - A inflação é mais pesada para quem está acima dos 60 anos. Há quase uma situação de desespero entre os aposentados - afirmou o senador. Paim lamentou, ainda, as manifestações de preconceito racial contra o jogador Grafite, do São Paulo, durante o último jogo da equipe de futebol do Quilmes, em Buenos Aires, no domingo. O senador disse que o preconceito demonstrado no Brasil contra Grafite foi reafirmado com faixas estendidas pela torcida do Quilmes. Grafite já havia sido agredido verbalmente pelo jogador Desábato, do Quilmes, durante partida no Estádio do Morumbi. Paim comunicou que enviou telegrama à Fifa solicitando informações sobre que atitudes a entidade vem adotando para enfrentar o racismo nos campos de futebol, sobretudo na Europa e América Latina. Ao final do discurso, o senador prestou homenagem especial à Santa Casa de Misericórdia de São Gabriel, Rio Grande do Sul, que está comemorando 150 anos de existência. Ele ampliou as homenagens também à Santa Casa de Porto Alegre e do resto do país, pelos serviços prestados à sociedade, sempre "sem fins lucrativos".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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