Renan conversa com Garotinho sobre próximas eleições presidenciais
Da Redação | 12/04/2005, 00h00
O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, disse nesta terça-feira (dia 12) que a conversa com o secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, sobre a realização de prévias no meio do ano para decidir se o PMDB deve ter ou não candidato próprio à Presidência da República em 2006, revela apenas tratar-se de um partido "que costuma construir a unidade na pluralidade".
- Hoje conversei bastante com o Garotinho, há dias que nós não conversávamos. Temos posições distintas circunstancialmente, mas é importante conversar assim. Acho que um partido democrático se faz dessa forma. Essa decisão (candidatura própria) não acontecerá agora. Ela só vai se concretizar na convenção nacional, que nós realizaremos no próximo ano, no prazo da lei eleitoral. Portanto, não dá para ter crise existencial agora. É preciso trabalhar o partido, aproximar as correntes, fazer o que estamos fazendo - afirmou.
Para Renan, as conversas sobre uma possível candidatura própria não atrapalham o acordo para a sustentação do governo no Congresso Nacional e nem inviabilizam uma possível aliança entre PMDB e PT para 2006. "O papel estratégico que o PMDB tem que cumprir, está cumprindo. É na governabilidade, na sustentação congressual, na sustentabilidade política, porque, se isso não acontecer, vai contaminar o ambiente econômico, o que não é bom para o Brasil. Nós vamos continuar cumprindo esse papel sim", frisou.
Medidas Provisórias
Renan ainda anunciou que no próximo dia 28 a comissão criada para propor alterações na edição e na tramitação de medidas provisórias deverá apresentar seu relatório final. Ele disse que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem demonstrado muita abertura toda vez que os dois conversam sobre MPs. "Ele, mais do que qualquer um, sabe que a situação não pode continuar como está. O Congresso está asfixiado", assinalou.
O relatório da comissão, segundo o presidente do Senado, será o primeiro passo para que se mude a atual realidade, quando diversas MPs trancam constantemente as pautas do Senado e da Câmara. Para ele, as medidas provisórias funcionam como areia movediça, pois acabam impedindo a produção do Congresso Nacional e minimizando a imagem do Parlamento.
- Eu entendo e tenho defendido que as MPs, cujo pressuposto constitucional de urgência e relevância não for observado e, por isso forem rejeitadas, possam tramitar como projetos de lei. Nós precisamos mudar prazo de tramitação e, se puder tramitar alternadamente nas duas Casas, será melhor - enfatizou Renan Calheiros.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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