Lobão diz que João Paulo II foi conservador e liberal

Da Redação | 06/04/2005, 00h00

Numa análise do papel desempenhado pelo papa João Paulo II, o senador Edison Lobão (PFL-MA) afirmou que o Pontífice foi um conservador nos assuntos de doutrina, "mas amplamente liberal, progressista e moderno na sua ação apostólica, sem ferir a tradição milenar dos ritos e dos arraigados conceitos da Igreja Católica".

De acordo como senador, a Igreja deve ser conservadora, e nisto está sua força milenar. Ele observou, no entanto, que no pontificado de João Paulo II, sem ferir dogmas, a Igreja avançou ao promover a aproximação das religiões e pedir perdão àqueles que, no passado, foram vítimas de crueldades praticadas em nome de Deus.

Lobão reconheceu que esse papa não introduziu mudanças essenciais na vida da Igreja, mas sustentou que ele soube administrá-la num estilo moderno. Em sua opinião, João Paulo II orientou a Igreja a melhor comunicar-se, quando pregou que "os novos tempos exigem que a mensagem cristã chegue ao homem de hoje mediante novos métodos de apostolado".

Na opinião do senador, o Papa harmonizou sua ação pastoral com a dinâmica da globalização que aproxima as civilizações. No seu entender, raros homens alcançaram o carisma de João Paulo II, oriundo de sua coragem e devotamento às causas nobres.

- Ele teve uma visão universal da sua missão evangélica, percorrendo, como nenhum outro, todos os rincões do mundo. Levou ânimo, mesmo enfrentando os maiores sacrifícios e a enfermidade, às comunidades cristãs, nos mais longínquos lugares.

Para Edison Lobão, João Paulo II guiou a Igreja, com acentuada determinação, para o novo milênio, contribuindo de maneira relevante para a queda do comunismo, exatamente ele que "sentira em si próprio os atentados do comunismo contra a liberdade e os direitos humanos".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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