Delcidio lamenta morte de João Paulo II
Da Redação | 05/04/2005, 00h00
- O Papa não propôs mudanças, muito menos revoluções. Mas desde sua ascensão ao pontificado foi um revolucionário. Milhares de análises estão sendo produzidas nesses dias de luto universal. A maioria perguntando qual o segredo daquele homem vestido de branco, cujo magnetismo atraía milhões e milhões de homens e mulheres por onde passava - afirmou Delcidio Amaral.
Citando um dos biógrafos do Papa, André Frossard, ex-dirigente do Partido Comunista francês, Delcidio registrou que um dos segredos de Karol Wojtyla era saber falar a todos os cristãos, e não apenas aos católicos. Foi por essa característica, na opinião do senador, que multidões de não-cristãos seguiram e aclamaram sua passagem em dezenas de países, como jamais haviam feito com outro religioso.
Delcidio Amaral disse que o Papa foi um estadista, um intelectual lúcido, testado nas lutas contra o nazismo na Polônia e, em seguida, no combate a toda forma de opressão. "O Papa João Paulo II foi um homem moderno, apesar de algumas análises preconceituosas desenharem-no com traços de reacionarismo", disse o senador.
- Espero que a santidade, a luz e a paz de João Paulo II nos ilumine, ilumine nossos caminhos e seu exemplo seja adotado como referência na busca do entendimento, da conciliação entre os povos, da humildade e na consolidação de um mundo com menos desigualdades sociais, mais fraternidade, solidariedade e, acima de tudo, mais amor a Deus, concluiu o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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