Alberto Silva festeja os 182 anos da Batalha de Jenipapo

Da Redação | 14/03/2005, 00h00

"Dom João VI queria que o Maranhão e o Piauí se separassem do Brasil e isso só não aconteceu, entre outras coisas, graças aos heróis da batalha de Jenipapo. É um episódio pouco conhecido dos brasileiros, mas ele foi decisivo para a integração nacional." Assim, o senador Alberto Silva (PMDB-PI) lembrou da tribuna os 182 anos da Batalha de Jenipapo, transcorridos neste domingo. Ele pediu em requerimento que os Correios emitam um selo de comemoração da data.

Alberto Silva disse que mandou estudar profundamente o episódio quando foi governador do Piauí e, como resultado, foi erguido um monumento aos heróis piauienses no município de Campo Maior, onde ocorreu a batalha, às margens do Rio Jenipapo. Relembrou que os portugueses só foram derrotados porque um grupo de brasileiros, depois de uma derrota durante o dia, conseguiu tomar à noite a munição das tropas portuguesas, chefiadas pelo major-brigadeiro João José da Cunha Fidié, um bravo português que lutou contra as tropas de Napoleão.

- Sem munição, Fidié teve de recuar com suas tropas lentamente até Caxias, no Maranhão, sofrendo uma verdadeira guerrilha nesse caminho. Há vários cemitérios ao longo dessa estrada, onde foram enterrados soldados portugueses e combatente brasileiros - afirmou Alberto Silva.

Cercado em Caxias por combatentes separatistas do Piauí, Ceará e Maranhão, o major-brigadeiro Fidié se rendeu pouco mais de um ano depois, relatou o senador.

Em aparte,o senador Mão Santa (PMDB-PI) lembrou dom João VI já tinha até o nome para o país que surgiria sob domínio português no Piauí e no Maranhão. "Lá iria nascer o país Maranhão, não fossem os esquecidos heróis da batalha de Jenipapo", disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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