Crivella denuncia movimento de "caça" a imigrantes ilegais nos EUA
Da Redação | 07/03/2005, 00h00
Membro da comitiva de parlamentares que no ano passado esteve nos Estados Unidos para tentar liberar brasileiros presos, Crivella teme que a ação do grupo americano possa resvalar para a violência e até assassinatos, uma vez que o discurso dos seus líderes e membros teria conteúdo fascista e traços fortes de xenofobia. Preocupado com a situação, o senador vai enviar expedientes a vários órgãos do governo brasileiro, e também à embaixada americana, para que providências sejam tomadas e "o pior não aconteça".
Crivella lembrou que os Estados Unidos, por vários caminhos e métodos, "importam" perto de 1 milhão de pessoas todo ano para trabalharem em variados serviços daquele país, abrangendo mais de 200 mil mexicanos, 60 mil chineses, 50 mil indianos, 40 mil vietnamitas e igual número de filipinos. O Brasil, apesar de manter com os Estados Unidos relações bilaterais privilegiadas nos campos políticos e econômico, entra na estatística apenas com 6 mil pessoas.
Recorrendo a matéria recente publicada pela revista Isto É, Crivella informou que no deserto do Arizona já existiria um cemitério de brasileiros que teriam morrido ao tentar entrar ilegalmente no país. Quase todos eles estariam lá enterrados como indigentes. Para o senador, a caça de imigrantes por grupos de voluntários poderia aumentar ainda mais estes números macabros.
No mesmo discurso, Crivella solicitou do presidente do Senado empenho para que os líderes de partido indiquem os membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Emigração Ilegal, aprovada no final do ano passado. Os membros da comissão, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, até agora não foram indicados pelos líderes dos partidos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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