'Site' aponta municípios afetados pela exploração sexual infantil

Da Redação | 24/02/2005, 00h00

Desde a última segunda-feira (22) pode ser acessada na internet a Matriz Intersetorial de Enfrentamento à Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, desenvolvida para subsidiar políticas públicas federais, estaduais e municipais que tratam do problema.

A matriz foi criada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Grupo de Pesquisa sobre Violência e Exploração Sexual e Comercial de Mulheres, Crianças e Adolescentes da Universidade de Brasília (Violes/UnB) e a Comissão Intersetorial de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

No endereço www.caminhos.ufms.br podem ser acessadas informações sobre as 937 cidades identificadas como núcleos de prostituição infantil. Os usuários podem escolher estados/municípios para obter os respectivos relatórios da matriz. Também estão expostos no site resumos sobre programas federais que podem ter influência no combate à exploração sexual.

Pelo levantamento feito pela SEDH, 32% dos casos de exploração infantil estão concentrados na Região Nordeste, 26% no Sudeste, 17% no Sul, 14% no Centro-Oeste e 12% no Norte do país.

Pernambuco é o estado com mais municípios selecionados. São 70 municípios enfrentando problemas como a prostituição, o tráfico de crianças e adolescentes para a exploração sexual, a pornografia e o turismo sexual. O estado é seguido pela Bahia, com 52 municípios; Ceará e Maranhão, com 41 cada, e Paraíba, com 27.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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