Paulo Paim destaca coincidência na morte e nos ideais de Zumbi e Celso Furtado

Da Redação | 22/11/2004, 00h00

Ao exaltar a passagem do Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, data da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a coincidência com a data da morte do economista Celso Furtado, que faleceu no último sábado (20) e defendia os mesmos ideais de liberdade e igualdade compartilhados por Zumbi.

- Assim como Zumbi, que deu a vida combatendo a discriminação e defendendo os mais pobres, sua morte (de Celso Furtado) demonstrou seu compromisso com os pobres e marginalizados do país - afirmou Paim.

Na sua opinião, o 20 de novembro é a maior data cívica do país por mobilizar pessoas e instituições no combate ao racismo e às desigualdades raciais. Diante disso, Paim considerou infeliz a escolha dessa data, pelo governo federal, para marcar o lançamento da campanha nacional contra a dengue.

- Isso só reforçou o protesto das entidades e organizações em todo o Brasil - comentou. Após falar sobre as manifestações nacionais pelo Dia da Consciência Negra, o senador petista observou que a mobilização deste ano é prenúncio da marcha Zumbi + 10, a ser realizada em novembro de 2005 em Brasília. Esse ato deve marcar a luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, de sua autoria e que tramita no Congresso.

Salário mínimo

Outras questões foram tratadas por Paim na homenagem a Zumbi e Celso Furtado. O parlamentar endossou decisão do diretório nacional do PT de recomendar mudanças na política econômica do atual governo, como aumento real do salário mínimo em 2005, redução das taxas de juros, revisão da tabela do Imposto de Renda e conclusão das reformas política, tributária e previdenciária.

Sua expectativa, agora, é que essas recomendações passem a orientar as ações do partido nos Poderes Legislativo e Executivo. Paim fez um apelo especial pela aprovação da PEC paralela, que resgata direitos previdenciários suprimidos pela reforma da Previdência. Ele defendeu ainda a revisão na portaria que impõe restrições à contribuição sindical dos trabalhadores. No seu ponto de vista, não é possível inviabilizar a sobrevivência dos sindicatos, "alicerces do processo democrático".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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