Tamanho da economia chinesa é fator de atração internacional
Da Redação | 12/11/2004, 00h00
Números grandiosos definem a República Popular da China. São 9,5 milhões de quilômetros quadrados (o equivalente aos territórios do Brasil e da Bolívia) e 1,3 bilhões de habitantes, que constituem um mercado atraente para as supereconomias norte-americana e européia. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês somou em 2003 US$ 1,23 trilhão com um crescimento anual de 9,1%.
A partir de 1979, quando o líder chinês Deng Xiaoping iniciou o processo de reformas e de abertura econômicas, a China rapidamente se transformou em foco do interesse comercial das maiores economias mundiais. As transformações econômicas em busca do socialismo de mercado representaram o abandono gradual da economia planificada da era maoísta a economia aberta ao mercado internacional.
Em 1997, com a morte de Deng Xiaoping, e a ascensão de Jiang Zemin, as reformas foram aprofundadas. Foi abolido o princípio da propriedade estatal dos meios de produção e teve início um gigantesco programa de privatizações. No plano político, entretanto, não houve grandes mudanças. O poder continua centralizado e denúncias de violações dos direitos humanos são constantes.
Nos últimos anos, China e Brasil têm estreitado seus laços comerciais. Hoje, os chineses constituem o segundo maior parceiro do Brasil - atrás apenas dos Estados Unidos. As dimensões dos dois países, a importância de cada um em suas regiões, e concordância de posicionamento nos foros internacionais, com uma visão multilateralista, são aspectos que aproximam Brasil e China.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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