Calmon de Sá, com apoio de senadores, diz que liquidação do Econômico é feita de forma lesiva
Da Redação | 09/11/2004, 00h00
O atual liquidante da massa falida do Banco Econômico e funcionário de carreira do BC, Natalício Pegorini, e o ex-dono do banco, Ângelo Calmon de Sá, participaram da reunião da Subcomissão Temporária da Liquidação de Instituições Financeiras (uma subcomissão da Comissão de Assuntos Econômicos), atendendo a requerimento do senador Edison Lobão. Antes da exposição dos dois convidados, foi exibido um vídeo-tape de uma entrevista de procuradores do Banco Central com liquidantes do Banco Mercantil, enviada de forma anônima aos senadores da subcomissão.
No VT, o liquidante do Mercantil diz que faz o que determina o Banco Central, sem importar-se com as conseqüências - no caso específico, atribuir valor integral, de face, aos títulos em poder da massa falida do banco de que era liquidante. No caso do Econômico, disse o senador Edison Lobão, os títulos em poder da massa falida estavam sendo vendidos pelo valor de mercado, o que configuraria, no mínimo, falta de critério e desordem total.
Natalício Pegorini disse que as NTNs, aplicadas a elas a taxa de juros Selic, teriam, no momento do resgate, em 2024, o valor de face, ou seja 100%. E admitiu que, se não houvesse a troca das Par-Bonds pelas NTNs, a massa falida do Econômico estaria em situação muito melhor. Participaram ainda da audiência os senadores Delcídio Amaral (PT-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Heráclito Fortes (PFL-PI), Sérgio Guerra (PSDB-PE), e Valdir Raupp (PMDB-RO).
Todos os senadores foram solidários com Ângelo Calmon de Sá, a quem apontaram como vítima de um "massacre moral sem qualquer razão conhecida e sem julgamento", como disse Tasso Jereissati. "Reputações são destruídas de forma completamente irresponsável", disse Heráclito.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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