Arthur Virgílio: Ancinav e CFJ são manifestações autoritárias

Da Redação | 20/09/2004, 00h00

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), identificou em documento aprovado pelo Foro de São Paulo, criado em 1990 com o apoio do PT e do presidente de Cuba, Fidel Castro, a fonte de inspiração para o que classificou de "manifestação totalitária" contida nos projetos de criação da Agência Nacional de Cinema e Vídeo (Ancinav) e do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ).

O documento considera "urgente a constituição de um controle público, não necessariamente estatal, sobre os meios de comunicação e telecomunicação". Aponta ainda a necessidade de o setor ter um sentido estratégico no "enfrentamento ao neoliberalismo". O que significaria, de acordo com o texto, os partidos representados no foro abandonarem a concepção "puramente instrumental" da informação para adotarem uma postura de construção de políticas de comunicação.

A divulgação do documento ocorreu por iniciativa do cineasta e jornalista Ipojuca Pontes, por meio de artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, que o senador pediu para ser incluído nos Anais do Senado. Virgílio também solicitou que fosse anexado a seu pronunciamento artigo do jornalista João Roberto Marinho, da Rede Globo, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo.

No artigo, Marinho contesta a possibilidade de intervenção do governo no setor de comunicação e descreve como uma história de êxito o processo de implantação da televisão no Brasil. Ressalta ainda a visão empresarial do jornalista Roberto Marinho, ex-diretor das Organizações Globo, durante a construção de sua rede de televisão, sempre baseada em um sistema de afiliação de emissoras localizadas em diversos estados do país.

- Quem sabe o artigo poderá servir de alerta para que o governo reflita sobre o verdadeiro atentado à livre manifestação cultural, artística e informativa que seu projeto da Ancinav encerra - afirma Arthur Virgílio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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