Paim lembra atualidade de ex-presidente

Da Redação | 24/08/2004, 00h00

Primeiro orador a participar da sessão especial em homenagem aos 50 anos da morte do ex-presidente Getúlio Vargas, nesta terça-feira (24), o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a atualidade da sua herança e a permanente necessidade de se conjugar o crescimento econômico com a distribuição de renda.
- Para Vargas, de nada adiantava crescer sem distribuir os frutos do crescimento, teoria que defendemos até hoje – afirmou Paim, após lembrar conquistas obtidas naquela época pelos trabalhadores, como a instituição do salário mínimo e a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Paim criticou os que pretendem alterar a CLT para revogar direitos dos trabalhadores, sob o argumento de que somente com a flexibilização da atual legislação seria possível a geração de novos empregos. Na sua opinião, “não é atentando contra os direitos dos trabalhadores que seremos uma nação forte”. O senador elogiou iniciativas de Vargas na área econômica, como a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (atual BNDES) e da Petrobras, que ajudaram a estabelecer as bases da industrialização do país. Prestou ainda uma homenagem a seguidores do ex-presidente, como Alberto Pasqualini, o ex-presidente João Goulart e o ex-governador Leonel Brizola, falecido neste ano.

- São daqueles homens que nunca morrem, pois seus ideais estarão sempre vivos entre nós – disse Paim.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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