Mercadante insiste em acordo para votar Parceria Público-Privada no esforço concentrado
Da Redação | 10/08/2004, 00h00
- Concluídas as negociações, queremos encaminhar a matéria para votá-la no período do esforço concentrado-, declarou, apostando que será possível submetê-la inclusive ao Plenário. Por enquanto, o projeto está estacionado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aguardando acordo para ser incluído na pauta. Depois deve seguir para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), reforçou a expectativa de Mercadante. Ela afirmou que o governo quer que a oposição apresente suas propostas de modificação ao substitutivo aprovado na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) e que, acertadas as questões de mérito, seja possível um entendimento com os oposicionistas para votar o projeto antes das eleições municipais de outubro.
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), relator da matéria na CAE, pretende emitir um parecer oral sobre as duas últimas emendas encaminhadas à Comissão somente depois que for fechado o acordo entre o governo e os oposicionistas sobre as questões de mérito. Algumas das críticas mais contundentes em relação ao projeto foram apontadas pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Ele voltou a exigir nesta terça-feira (10) que os editais de licitação das PPPs tenham critérios objetivos, que haja limites para a participação dos fundos de pensão das estatais nessas parcerias assim como em relação aos valores financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Um outro ponto é o enquadramento como dívida das garantias oferecidas pelos entes públicos que participam das PPPs. Jereissati também defende a contabilização como dívida pública da parcela das tarifas que poderá ser bancada pelo governo quando as taxas de retorno do empreendimento, que garantem a sua viabilidade, estiverem abaixo do previsto no contrato.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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