Antero diz que governo Lula é um espetáculo de imoralidade
Da Redação | 04/08/2004, 00h00
- O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um grande espetáculo, mas de imoralidade, de indecência e desfaçatez.
Na avaliação do senador pelo PSDB, até agora a oposição vinha procurando deixar o presidente Lula, em função da sua história e de sua biografia, fora das denúncias envolvendo diversas autoridades do seu governo. Mas a série de irregularidades levantadas, sem que o governo tenha agido de forma firme para coibi-las, segundo Antero, ultrapassaram todos os limites do tolerável. - O governo prefere acusar a oposição de estar ressentida pelos bons resultados no campo econômico. Justifica que a oposição tem objetivos políticos e que queremos prejudicar a agenda positiva da administração do PT. Esse procedimento lembra o regime militar, nos tempos em que o slogan era “Brasil, ame-o ou deixe-o” ou “este é um país que vai pra frente”, para justificar a tortura, a censura e o fechamento do Congresso. Agora, a previsível reação da economia é usada como argumento para criticar a oposição, o Ministério Público e a imprensa – comparou Antero Paes de Barros. A compra de ingressos, pelo Banco do Brasil, de um show de uma dupla sertaneja cuja arrecadação serviria para auxiliar no pagamento da construção da nova sede do Partido dos Trabalhadores foi considerada por Antero como uma evidência de que o PT transformou aquela instituição bancária em sucursal da tesouraria do partido. Ele ironizou que mais honesto seria o governo demitir Casseb e nomear Delúbio Soares, tesoureiro do PT, como presidente do Banco do Brasil. Antero também avisou ao governo que não o intimida notícia publicada nesta quarta-feira (4) pelo Correio Braziliense, informando que o Palácio do Planalto montou uma estratégia para provar uma suposta ligação entre o senador e João Arcanjo Ribeiro, o Comendador, acusado de chefiar o crime organizado no Mato Grosso. Ele declarou que podem investigá-lo à vontade. Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) comunicou sua intenção de ampliar os temas enumerados no requerimento de convite para que Meirelles e Casseb compareçam à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Além das denúncias veiculadas pela imprensa, ele quer que as duas autoridades falem das conquistas do governo Lula na área econômica. Já o senador José Agripino (PFL-RN) informou que a organização não-governamental Ágora, presidida por um amigo do presidente Lula e acusada de utilizar notas frias para prestar contas de recursos federais, recebeu integralmente o dinheiro destinado ao programa Primeiro Emprego. Ele acrescentou que como o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades na aplicação destas verbas, novas transferências financeiras foram bloqueadas, prejudicando as centenas de jovens beneficiados pelo programa.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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