Aprovado voto de pesar pelo falecimento do jornalista Flamarion Mossri
Da Redação | 16/03/2004, 00h00
O Plenário do Senado enviará voto de pesar à família do jornalista Flamarion Mossri, pelo seu falecimento, aos 71 anos, de acordo com requerimento dos senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e Arthur Virgílio (PSDB-AM).
Na justificação do pedido, Virgílio disse que Flamarion, que cobriu durante muitos anos o Congresso para os jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e o Jornal do Brasil, viveu em função da notícia e seu apego à instituição parlamentar era notório e reconhecido por senadores e deputados.
Considerado um dos mais consagrados jornalistas do país, Flamarion foi lembrado também por Heráclito Fortes pelo seu senso de humor. Heráclito afirmou que o jornalista sempre procurava ajudar as pessoas perseguidas pelo regime militar, como o atual ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, de quem era cunhado.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que testemunhou a ação do jornalista nos tempos difíceis da ditadura. Já o senador Marco Maciel (PFL-PE) destacou a capacidade de Flamarion e sua dedicação aos amigos, enquanto o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) frisou as qualidades de Flamarion como profissional.
De acordo com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), na luta pela reabertura democrática, "Flamarion Mossri não foi apenas um jornalista, foi um lutador". O senador Hélio Costa (PMDB-MG) lembrou que, quando foi deputado constituinte, testemunhou o respeito que todos tinham pelo jornalista. O senador Edison Lobão (PFL-MA), que chegou a Brasília, em 1962, disse que tornou-se seu colega de profissão e amigo.
O presidente José Sarney associou-se às homenagens prestadas ao jornalista e lembrou que, em 1960, Flamarion estava à frente dos pioneiros que fizeram Brasília.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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