Maguito condena criação do estado do Planalto Central

Da Redação | 11/12/2003, 00h00

O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) declarou nesta quinta-feira (11) que é contra a criação do novo estado do Planalto Central, conforme proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo ex-senador Francisco Escórcio. Pela PEC, o novo estado englobaria 22 municípios de Goiás, três de Minas Gerais, além de todas as cidades-satélites de Brasília. A capital, na opinião de Maguito, seria transformada numa unidade administrativa, sem autonomia política.

Para o senador, os custos da criação do novo estado e seus municípios seriam bilionários, pois seria necessário construir prédios públicos para as novas prefeituras e câmaras de vereadores dos municípios.

A proposta deve ser amplamente discutida não somente entre os habitantes de Brasília e das cidades-satélites, sugeriu o senador, mas principalmente na região do entorno, que hoje forma uma espécie de região metropolitana informal de Brasília, com municípios de Goiás e Minas Gerais.

Maguito reconheceu que a região do entorno tem muitos problemas de educação, saúde e violência, mas disse que sairia mais barato para a União injetar recursos para sanar esses problemas do que criar a nova estrutura administrativa.

- Os problemas se devem principalmente ao enorme fluxo migratório que atrai contingentes de brasileiros para Brasília, em busca de melhores oportunidades de vida - afirmou.

Em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) afirmou que tramitam no Congresso inúmeros projetos de criação de novos estados ou municípios no Brasil. Na sua opinião, só deveria ser permitido o desmembramento de estados e municípíos em novas unidades federativas se estas forem dotadas de viabilidade econômica própria.

Também em aparte, o senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO) afirmou que o estado do Tocantins e sua capital, Palmas, representam exemplos bem-sucedidos de desmembramento político.

- Tocantins é um estado rico, que vive com recursos próprios e Palmas cresceu ordenadamente, sem invasão de terras nem distribuição gratuita de lotes, fatores que preservaram a qualidade de vida de seus habitantes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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