Ideli diz que prefeito não tem direito a greve

Da Redação | 07/08/2003, 00h00

Ao reafirmar seu repúdio pelo que considera -um movimento orquestrado- pelos que estão encabeçando a greve dos prefeitos, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ressaltou que -àqueles a quem é outorgado o poder de legislar, governar ou julgar não é permitido fazer greve-. Este direito, na sua avaliação, é apenas dos trabalhadores.

- Quem ocupa cargo obtido através do voto ou por nomeação não faz greve, renuncia - completou.

Referindo-se a pronunciamentos feitos esta semana por senadores de partidos de oposição, que criticaram a redução dos repasses federais para as prefeituras e o aumento da carga tributária, Ideli Salvati lembrou que muitos desses parlamentares deveriam antes fazer uma auto-crítica, já que também teriam sido responsáveis por estas medidas.

- O aumento da carga e a existência de tantas contribuições não caíram de graça. Foi executada uma verdadeira reforma tributária sorrateira nos últimos anos. Aliás, estão anunciando o ineditismo de uma primeira reunião de todos os prefeitos de determinado partido. Quem nunca reuniu seus prefeitos vai reunir agora, no dia 14 de agosto. Quero saber se vão começar a reunião dizendo -eu pecador me confesso, porque ajudei a criar essas contribuições e a criar essa carga tributária- - disse Ideli Salvatti.

A senadora por Santa Catarina também destacou que pela primeira vez, no dia 13 de março, uma marcha de prefeitos foi recebida por um presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e 16 dos seus ministros. Na ocasião, prosseguiu, foi assinado um protocolo de cooperação federativa por meio do qual o governo assumiu nove compromissos, dos quais três já foram cumpridos.

- Quem está orquestrando essa greve dos prefeitos com o objetivo de criar uma crise constitucional comece a fazer auto-crítica para poder ter o direito de se manifestar - aconselhou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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