César Borges homenageia Waly Salomão
Da Redação | 07/05/2003, 00h00
O senador César Borges (PFL-BA) manifestou seu pesar pelo falecimento do secretário Nacional do Livro e da Leitura Waly Salomão, ocorrido na ultima segunda-feira (5). O parlamentar pediu que a memória do poeta seja honrada pelo governo com a viabilização do projeto Fome de Livro, que ele vinha concretizando no Ministério da Cultura.
À frente da secretaria a convite do ministro da Cultura, Gilberto Gil, Waly sempre foi -um realizador responsável, um verdadeiro executivo da cultura-, disse o senador, segundo o qual foi assim também em Salvador (BA), quando presidiu a Fundação Gregório de Mattos e quando coordenou o carnaval da cidade, em 1988.
- Tive o prazer de ouvi-lo, numa visita ao Senado, sobre as idéias que preparava. Planejamos ações para a Bahia e até para Jequié, nossa cidade comum. Infelizmente, a morte não quis esperar por Waly - lamentou o parlamentar.
Lembrando o trabalho cultural do poeta, César Borges disse que Waly foi tropicalista por ser um -personagem sui generis-, criador exótico e dotado de aguçado faro para a inovação. Depois, disse o senador, ele radicalizou ainda mais sua estética, aproximando-se dos chamados -artistas marginais do udi-grudi-, em uma auto-ironia ao rótulo de artistas underground que recebiam dos críticos.
Como criador, afirmou o parlamentar, Waly Salomão marcou toda uma geração com a música Vapor Barato, composta com Jards Macalé e lançada por Gal Costa no show Gal a Todo Vapor, que o próprio Waly produziu. O senador baiano disse ainda que o poeta esteve ao lado de personagens lendários da geração que renegou tanto a ortodoxia da esquerda quanto o oficialismo do regime militar, como o poeta piauiense Torquato Neto e o artista plástico Hélio Oiticica, biografado por Waly no livro Qual É Parangolé.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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