Mão Santa afirma que não teve direito de defesa em sua cassação
Da Redação | 06/05/2003, 00h00
O senador Mão Santa (PMDB-PI) disse nesta terça-feira (6) que não teve direito de defesa quando seu mandato à frente do governo do Piauí foi cassado. A razão, segundo ele, era que o Executivo federal queria um PMDB submisso. O senador lembrou que se aliou aos peemedebistas que defendiam uma candidatura própria à Presidência da República e apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva desde os primeiros momentos.
O discurso de Mão Santa teve como objetivo explicar esse episódio e agradecer ao pronunciamento do senador Tião Viana (PT-AC), que criticou as referências feitas pelo PT do Distrito Federal sobre sua cassação no programa do partido que foi ar nesta segunda-feira (5). Acusado de abuso de poder econômico, o senador confirmou que anistiou contas de água, parcelou contas de luz e distribuiu remédios, mas disse que tinha certeza que não foi por isso que ganhou a eleição. Mão Santa disse que foi por isso que ele foi cassado, mas -o povo cassou os caçadores-, ao se referir sobre sua condução ao Senado logo após o episódio.
Mão Santa ressaltou, ao se eleger governador do Piauí, recebeu de Parnaíba 93,84% dos votos, a maior votação que um governador já recebeu de sua cidade em toda a história do país. De acordo com o senador, para ser vitorioso, teve que enfrentar as velhas oligarquias e o poder econômico e, enquanto seu adversário tinha o apoio de 145 prefeitos e a cobertura das cinco emissoras de TV do estado, contou com o apoio de apenas três prefeitos.
O senador fez ainda um apelo aos ministros da Saúde e da Educação pela liberação de verbas para o ambulatório do Hospital Universitário do Piauí, que está parado por falta de recursos. Os senadores Ramez Tebet (PMDB-MS), Ney Suassuna (PMDB-PB) e Eduardo Suplicy (PT-SP) fizeram apartes em solidariedade ao senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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