Aprovação do Protocolo de Kyoto põe o Brasil na vanguarda ambiental
Da Redação | 17/09/2002, 00h00
O Senado aprovou, em 19 de junho último, o Protocolo de Kyoto, acordo internacional que estabelece metas de redução das emissões de gases que causam o aquecimento do planeta, também chamado de "efeito-estufa". O acordo foi assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso quatro dias depois.
O senador Jefferson Peres (PDT-AM), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), afirmou que, ao ratificar o protocolo, o Brasil deu um exemplo que deveria ser seguido pelas nações mais ricas. A CRE examinou a proposição antes de sua aprovação final pelo plenário do Senado. Os seis especialistas que debateram a matéria na Comissão afirmaram que a ratificação do Protocolo põe o Brasil numa posição estratégica de vanguarda na questão ambiental.
O tema foi também abordado em vários pronunciamentos de senadores. Para a senadora Marina Silva (PT-AC), cabe a todos evitar uma catástrofe para humanidade, lutando contra o efeito estufa.
O protocolo de Kyoto foi assinado no Japão em 1997, durante uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), mas para efetivamente entrar em vigor é preciso que os países responsáveis pela emissão dos gases o ratifiquem. Esse foi um dos principais problemas discutidos na conferência Rio + 10, recentemente realizada em Joanesburgo, África do Sul. O protocolo exige que os países industrializados reduzam em 5,2%, até 2012, a emissão de gases poluentes causadores do aquecimento do planeta.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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