Suplicy lembra um ano da morte do prefeito de Campinas

Da Redação | 10/09/2002, 00h00

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou nesta terça-feira (10) o transcurso de um ano do assassinato do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. Suplicy disse que embora as investigações policiais tenham levado à conclusão de que o assassinato foi um crime comum, a esposa e a filha do prefeito ainda estão solicitando às autoridades que se examine mais profundamente suas causas.

- Toninho era uma pessoa apaixonada pela cidade de Capinas e pelo seu povo. Ele lutou para que todo ato da Prefeitura fosse feito com total transparência e aplicou o orçamento participativo, programas de habitação popular e instrumentos de garantia de renda mínima - disse Suplicy.

Filho de imigrantes portugueses, Toninho cursou a USP e deu aulas de arquitetura na PUC em Campinas, onde também dedicou-se à urbanização de favelas.

- Uma vida de combate à corrupção foi interrompida por uma bala, mas continua viva em cada um que compartilha dos seus ideais - afirmou o senador.

Suplicy também lembrou que na próxima quinta-feira (12) o Senado celebra os 100 anos de nascimento do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, -um exemplo de amante da democracia e do povo brasileiro-. O senador disse que, aos 14 anos de idade, ficou impressionado com apresentação feita por JK dos projetos de estradas que cortariam o país e do plano de metas do seu governo. Suplicy lembra que fez questão de participar da festa de inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960.

Para o senador, o candidato do PT à Presidência da República, Luís Inácio Lula da Silva, representa, hoje, o mesmo anseio de crescimento acelerado da economia brasileira, mas com um sentido de justiça mais forte.

O senador Lauro Campos (PDT-DF), em aparte, afirmou que as dez metas de JK foram ultrapassadas e que Getúlio Vargas era contrário ao desenvolvimento acelerado porque gera dívida externa.

- Sou produto dessa era. Sinto uma saudade enorme daquele tempo, do que poderia ter sido e não foi. Não soubemos construir o ser humano brasileiro no nível de dignidade que queremos - disse Lauro Campos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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