Mozarildo: Brasil não pode comemorar avanços educacionais
Da Redação | 05/06/2002, 00h00
Com base em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que relacionam o nível de educação do trabalhador brasileiro com a desigualdade de renda, o senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR) disse que é preciso salientar o atraso educacional do país para reivindicar das autoridades a formulação e a execução de políticas que reduzam, em curto prazo, a distância entre os níveis de desenvolvimento brasileiro e o das nações mais ricos. O senador disse que não há motivos para comemorações no que diz respeito à educação no Brasil.
- O índice de analfabetos adultos no Brasil, que era de 20,1% em 1991, desceu a 13% em 1999. Apesar disso, a escolaridade média ainda é muito baixa: 65% dos brasileiros com idade acima de 15 anos não completaram o período mínimo de oito anos de estudos recomendado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) - disse o senador, acrescentando que quase metade dos estudantes da educação básica, que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, está deslocada das séries correspondentes à sua idade. "Vale dizer, estão atrasados, por motivo de repetência ou de abandono escolar", afirmou.
Mozarildo disse que o sistema educacional brasileiro apresenta um fraco desempenho que reflete o atraso de uma década, mesmo em relação aos países com padrão de desenvolvimento semelhante ao nosso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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