Mozarildo pede interiorização da medicina

Da Redação | 03/06/2002, 00h00

O senador Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (3), a interiorização da medicina e a rápida expansão do programa de Saúde da Família. As duas iniciativas, afirmou, poderiam ajudar o país a combater problemas como o da mortalidade infantil.

- Em meio à inconcebível desigualdade social que existe no Brasil, a medicina familiar deveria mobilizar as autoridades. A verdadeira saúde pública é aquela que chega aos bairros e alagados - afirmou Mozarildo.

O senador observou que o Brasil não dispõe de poucos médicos. Se a recomendação internacional é a de que um país tenha um médico para 1.000 pessoas, disse ele, no Brasil essa relação é de um para 673. Mas ele ressaltou que os médicos estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, as mais ricas do país.

Mozarildo recordou ter apresentado projeto que obriga os jovens médicos, antes de terem o diploma reconhecido, a passar um ano nos municípios que disponham de menos recursos na área de saúde. Ele lamentou, porém, que sua iniciativa tenha sido combatida sob o argumento de que limitaria o direito constitucional de ir e vir.

- Com a aprovação do meu projeto, esses profissionais fariam uma verdadeira pós-graduação em Brasil - sustentou.

O senador chamou de "elitistas" os médicos brasileiros e lamentou que muitos profissionais formados nas regiões Norte e Nordeste acabem se mudando para o Sul e o Sudeste, depois de fazerem nessas regiões seus cursos de especialização. Mozarildo elogiou ainda os primeiros resultados que vêm sendo obtidos no Acre e em Roraima com os programas estaduais de saúde da família.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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