Mauro Miranda elogia política educacional
Da Redação | 03/05/2002, 00h00
O senador Mauro Miranda (PMDB-GO) disse que o resultado dos últimos vestibulares realizados no país demonstra o acerto da política educacional, o elevado nível dos estabelecimentos de ensino de segundo grau e o "extraordinário desempenho dos vestibulandos". De acordo com o senador, o país tinha apenas 100 mil vagas nas universidades na década de 60 e, no período de 1994 a 2000, um milhão de estudantes foram incorporados aos cursos de graduação, segundo estatísticas do Ministério da Educação.
- O crescimento do ensino superior é acompanhado pela melhoria de sua qualidade, em razão de as instituições também promoverem a titulação de seus quadros docentes, estimados em 174 mil funções em 1999, segundo o MEC. Por igual, a proporção dos professores com pós-graduação, mestrado ou doutorado cresceu significativamente. Nas instituições públicas federais e estaduais a proporção de professores titulares é mais alta, porquanto de cada dez funções docentes, ao menos seis são mestres ou doutores - disse.
Mauro Miranda destacou o excelente desempenho do estudante Lucas Martins Mendes, de 18 anos, que obteve o primeiro lugar nos vestibulares da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), bem como de Thiago Marques, classificado para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) de São Paulo.
Dengue
Preocupado com o surto de dengue no país, o senador disse que os casos duplicaram em Goiânia no início deste ano com relação ao ano passado.
- Como ocorreu ano passado na crise de energia elétrica, muitas autoridades ainda preferem culpar os rigores da meteorologia a assumir seu quinhão de responsabilidade pela própria imprevidência. Assim, se em 2001 o grande vilão do racionamento foi a falta de chuva, em 2002 a causa da epidemia de dengue são os fortes aguaceiros que caem sobre quase todo o país nos últimos meses - observou.
A saúde pública, frisou, necessita de ações práticas e emergenciais. Mauro Miranda citou o Estatuto da Cidade como um instrumento importante para organizar a política urbana e a infra-estrutura das cidades. É preciso aplicar esse estatuto, segundo o senador, não apenas mediante a edição de leis municipais, mas sobretudo por meio de planos diretores e de sistemas administrativos de fiscalização, responsabilização e gestão democrática da cidade, contando com a participação de entidades representativas dos diversos segmentos da sociedade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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