Lafer: Brasil apóia criação de Estado palestino
Da Redação | 03/10/2001, 00h00
Ao responder os questionamentos do senador Jefferson Péres (PDT-AM), o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil é favorável à criação de um Estado palestino, que precisaria ser reconhecido por Israel. Na opinião de Lafer, o Oriente Médio é uma das regiões mais complicadas do mundo e é preciso acontecer uma ação internacional para construção da paz no local. Jefferson Péres afirmou que o terrorismo não tem cabeça, mas tem raízes, destacando que a origem dos atentados ocorridos nos Estados Unidos no último dia 11 podem estar na atuação política dos EUA no conflito entre israelenses e palestinos.
Celso Lafer explicou ao senador que, logo após os atentados, o governo brasileiro pediu aos americanos moderação na retaliação. A atitude mais efetiva foi a reunião do Conselho de Segurança Nacional e telefonema do presidente Fernando Henrique Cardoso ao presidente norte-americano George W. Bush, em que o chefe de Estado brasileiro pediu que a reação dos EUA fosse proporcional ao ataque.
Sobre o escritório que o serviço secreto americano está instalando em São Paulo para investigar crimes financeiros, o ministro explicou que trata-se de um acordo de reciprocidade, uma vez que o governo brasileiro mantém um adido fiscal do Ministério da Fazenda em Washington. O pedido oficial de abertura desse escritório foi apresentado em junho, antes dos atentados, destacou. Celso Lafer afirmou que o governo brasileiro tem interesse na repressão de crimes financeiros.
Lafer afirmou ainda que o governo brasileiro considera que os paraísos fiscais são componentes fundamentais do crime organizado e, por isso, gostaria que fossem eliminados, por servirem de estímulo a atividades ilícitas.
Celso Lafer explicou ao senador que, logo após os atentados, o governo brasileiro pediu aos americanos moderação na retaliação. A atitude mais efetiva foi a reunião do Conselho de Segurança Nacional e telefonema do presidente Fernando Henrique Cardoso ao presidente norte-americano George W. Bush, em que o chefe de Estado brasileiro pediu que a reação dos EUA fosse proporcional ao ataque.
Sobre o escritório que o serviço secreto americano está instalando em São Paulo para investigar crimes financeiros, o ministro explicou que trata-se de um acordo de reciprocidade, uma vez que o governo brasileiro mantém um adido fiscal do Ministério da Fazenda em Washington. O pedido oficial de abertura desse escritório foi apresentado em junho, antes dos atentados, destacou. Celso Lafer afirmou que o governo brasileiro tem interesse na repressão de crimes financeiros.
Lafer afirmou ainda que o governo brasileiro considera que os paraísos fiscais são componentes fundamentais do crime organizado e, por isso, gostaria que fossem eliminados, por servirem de estímulo a atividades ilícitas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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