Arlindo Porto pede mutirão para salvar o Rio São Francisco
Da Redação | 02/10/2001, 00h00
O senador Arlindo Porto (PTB-MG) conclamou os brasileiros a formarem um mutirão para salvar o Rio São Francisco, afirmando que o rio "está precisando de transfusão de sangue, está doente e depende da união de todos".
Arlindo Porto apontou os sintomas da degradação do rio, que já teve 1.520 quilômetros navegáveis, afirmando que hoje o assoreamento já quase não permite a navegação. As matas densas que havia em suas margens, lembrou o senador, foram consumidas a princípio pelas caldeiras dos navios a vapor, conhecidos como "vapores". Depois sofreram com o beneficiamento da soja na Bahia e com a necessidade de carvão para as siderúrgicas de Minas.
Atualmente, disse o senador, o desmatamento já reduziu perigosamente a vazão do rio, comprometendo até os reservatórios das hidroelétricas que fornecem 95% da eletricidade do Nordeste. Além disso, o mercúrio dos garimpos, dejetos humanos, desvio sem controle para projetos de irrigação, agrotóxicos - tudo conspira contra a saúde do rio.Arlindo negou que o governo federal esteja relegando o rio ao esquecimento. Em 2003, a Unesco (órgão das Nações Unidas para a Cultura) votará pedido do Brasil para transformar o Rio São Francisco em Patrimônio da Humanidade.
Em termos mais concretos, o governo federal destinará R$ 1 bilhão em dez anos, para a revitalização do São Francisco, dos quais R$ 100 milhões já no corrente ano, disse o senador. Ele observou, no entanto, que todos precisam ajudar.
- Não se trata, apenas, de obra da União e de estados; o projeto precisa de parcerias, porque a natureza é lenta para se recuperar, enquanto o homem destrói muito rapidamente -concluiu Arlindo Porto.
Arlindo Porto apontou os sintomas da degradação do rio, que já teve 1.520 quilômetros navegáveis, afirmando que hoje o assoreamento já quase não permite a navegação. As matas densas que havia em suas margens, lembrou o senador, foram consumidas a princípio pelas caldeiras dos navios a vapor, conhecidos como "vapores". Depois sofreram com o beneficiamento da soja na Bahia e com a necessidade de carvão para as siderúrgicas de Minas.
Atualmente, disse o senador, o desmatamento já reduziu perigosamente a vazão do rio, comprometendo até os reservatórios das hidroelétricas que fornecem 95% da eletricidade do Nordeste. Além disso, o mercúrio dos garimpos, dejetos humanos, desvio sem controle para projetos de irrigação, agrotóxicos - tudo conspira contra a saúde do rio.Arlindo negou que o governo federal esteja relegando o rio ao esquecimento. Em 2003, a Unesco (órgão das Nações Unidas para a Cultura) votará pedido do Brasil para transformar o Rio São Francisco em Patrimônio da Humanidade.
Em termos mais concretos, o governo federal destinará R$ 1 bilhão em dez anos, para a revitalização do São Francisco, dos quais R$ 100 milhões já no corrente ano, disse o senador. Ele observou, no entanto, que todos precisam ajudar.
- Não se trata, apenas, de obra da União e de estados; o projeto precisa de parcerias, porque a natureza é lenta para se recuperar, enquanto o homem destrói muito rapidamente -concluiu Arlindo Porto.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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