Alcântara diz que preconceito racial no Brasil tem fundo socioeconômico
Da Redação | 18/09/2001, 00h00
O senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), em discurso nesta terça-feira (dia 18), afirmou que a alegada democracia racial brasileira "é um mito e uma farsa que serve apenas para mascarar o fato", mas observou que não é possível concordar com aqueles que exageram o preconceito, "alçando-o a níveis irrealistas". Na avaliação do senador, o preconceito existente na sociedade brasileira é mais de natureza socioeconômica do que racial, devido à miscegenação ocorrida no país, ao contrário do acontece nos Estados Unidos, onde há uma enorme segregação racial.
Para exemplificar o que chamou de "firme barreira socioeconômica" entre brancos e negros, Alcântara citou números da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrando que um branco brasileiro passa 6,4 anos na escola, enquanto o negro passa 4,4 anos. Possivelmente em conseqüência, um trabalhador branco ganha, em média, R$ 573, enquanto um negro ganha R$ 262, menos da metade. Porém, a pesquisa mostrou que, mesmo com idêntica escolaridade, os negros ganham 30% menos do que os brancos, em razão de discriminação no mercado de trabalho.
O senador lembrou que a recente Conferência das Nações Unidas realizada em Durban, na África do Sul, identificou causas e formas das manifestações contemporâneas do racismo e debateu medidas de prevenção e educação. Especialmente, foram identificadas estratégias para se chegar a uma igualdade efetiva e completa entre as pessoas, incluindo cooperação internacional e medidas a serem implementadas pela ONU no concerto das nações.
Alcântara manifestou sua esperança de que a igualdade entre todos os seres humanos - um valor supremo de civilização que tantos brasileiros compartilham - venha a trabalhar ativamente para que a Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância resulte em ações concretas para minorar e, posteriormente, excluir "essa chaga persistente da história humana que é a discriminação racial".
Para exemplificar o que chamou de "firme barreira socioeconômica" entre brancos e negros, Alcântara citou números da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrando que um branco brasileiro passa 6,4 anos na escola, enquanto o negro passa 4,4 anos. Possivelmente em conseqüência, um trabalhador branco ganha, em média, R$ 573, enquanto um negro ganha R$ 262, menos da metade. Porém, a pesquisa mostrou que, mesmo com idêntica escolaridade, os negros ganham 30% menos do que os brancos, em razão de discriminação no mercado de trabalho.
O senador lembrou que a recente Conferência das Nações Unidas realizada em Durban, na África do Sul, identificou causas e formas das manifestações contemporâneas do racismo e debateu medidas de prevenção e educação. Especialmente, foram identificadas estratégias para se chegar a uma igualdade efetiva e completa entre as pessoas, incluindo cooperação internacional e medidas a serem implementadas pela ONU no concerto das nações.
Alcântara manifestou sua esperança de que a igualdade entre todos os seres humanos - um valor supremo de civilização que tantos brasileiros compartilham - venha a trabalhar ativamente para que a Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância resulte em ações concretas para minorar e, posteriormente, excluir "essa chaga persistente da história humana que é a discriminação racial".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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