Única lista válida seria a do próprio Senado, diz Tuma
Da Redação | 30/05/2001, 00h00
O senador Romeu Tuma (PFL-SP) afirmou nesta quarta-feira (dia 30) que só seria digna de credibilidade uma lista de como votaram os senadores na cassação do senador Luiz Estevão se ela fosse tirada do computador que gerenciava o painel eletrônico do Senado na época da votação e hoje está sob perícia da Corregedoria da Casa. Tuma, que é corregedor do Senado e acompanhou as investigações, perícias e depoimentos que comprovaram a violação do painel, explicou que a Polícia Federal acredita ser possível aprofundar a perícia realizada e talvez conseguir a lista.
- Isso não foi pedido à perícia, mas se for possível tirar a lista do computador, não podemos fazê-lo, sob pena de sermos processados. A lista só poderá ser gerada se o plenário decidir - disse. Diariamente vêm surgindo na imprensa supostos votos de senadores na sessão que cassou Luiz Estevão, desmentidos em seguida. Para Tuma, essa situação é de risco, porque pode dar espaço para o ex-senador entrar na Justiça alegando que houve fraude na votação.
Quanto à renúncia de Antonio Carlos Magalhães, Tuma acha difícil avaliar o que considera uma posição individual, mas disse ser possível projetar o que Antonio Carlos imaginou. "Se o processo continuasse, pela decisão do conselho tudo indica que Antonio Carlos seria cassado. Isso acabaria com a possibilidade de ele continuar na vida política, a suspensão por oito anos é muito longa", disse. Com a renúncia, arrematou, Antonio Carlos Magalhães perde um ano e meio de mandato no Senado, mas pode continuar na vida pública, continuar o trabalho na Bahia e talvez até voltar ao Senado.
- Isso não foi pedido à perícia, mas se for possível tirar a lista do computador, não podemos fazê-lo, sob pena de sermos processados. A lista só poderá ser gerada se o plenário decidir - disse. Diariamente vêm surgindo na imprensa supostos votos de senadores na sessão que cassou Luiz Estevão, desmentidos em seguida. Para Tuma, essa situação é de risco, porque pode dar espaço para o ex-senador entrar na Justiça alegando que houve fraude na votação.
Quanto à renúncia de Antonio Carlos Magalhães, Tuma acha difícil avaliar o que considera uma posição individual, mas disse ser possível projetar o que Antonio Carlos imaginou. "Se o processo continuasse, pela decisão do conselho tudo indica que Antonio Carlos seria cassado. Isso acabaria com a possibilidade de ele continuar na vida política, a suspensão por oito anos é muito longa", disse. Com a renúncia, arrematou, Antonio Carlos Magalhães perde um ano e meio de mandato no Senado, mas pode continuar na vida pública, continuar o trabalho na Bahia e talvez até voltar ao Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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