Suplicy dormiu no Carandiru e acompanhou desarmamento

Da Redação | 21/02/2001, 00h00

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou nesta quarta-feira (21) um relatório de sua participação nas negociações para o fim da rebelião dos presos no Carandiru, em São Paulo, onde ele dormiu de segunda (dia 19) para terça-feira. O senador foi chamado em casa, por telefone, às 4h40min da madrugada de segunda-feira por um dos presos, que temia a invasão da tropa de choque da Polícia Militar e um massacre de presos e reféns, entre os quais crianças e mulheres.

Suplicy conversou então com o secretário de Segurança Pública, Marco Vinício Petrelucci, com o secretário de Assuntos Penitenciários, Nagashi Fukuyama, e com o comandante da Polícia Militar. Foi informado de que, se os reféns não fossem libertados até às 6h30min, a tropa de choque invadiria a penitenciária. O senador conversou então com o chefe dos agentes penitenciários, Jesus Rossi, e com lideranças dos detentos.

Aos poucos, os presos foram liberando reféns ao longo da manhã de segunda-feira. À tarde, disse o senador, começou o trabalho de inspeção e desarmamento dos presidiários nas celas, mas ele foi impedido pelo governador Geraldo Alckmin de participar, devido aos riscos. Alckmin permitiu, no entanto, que o senador entrasse na penitenciária novamente depois da operação desarmamento, o que foi feito em companhia dos deputados federais Fernando Gabeira (PV-RJ) e Luís Eduardo Greenhalg (PT-SP).

Suplicy atendeu ao apelo de parentes de presos e pernoitou de segunda para terça-feira no Carandiru, de onde saiu na terça-feira, às 18h. O senador visitou também o agente penitenciário Danta Gonçalves Jardim, que sofreu um enfarte no meio da rebelião e foi internado na Casa de Saúde Santana.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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