Bancada feminina manifesta-se contra músicas que pregam violência contra a mulher
Da Redação | 21/02/2001, 00h00
A bancada feminina do Congresso Nacional e representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) reuniram-se na terça-feira (dia 20) com o Secretário de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, embaixador Gilberto Vergne Sabóia, para repudiar músicas que vêm sendo veiculadas na mídia e fazem a apologia da violência contra a mulher.
De acordo com a senadora Emilia Fernandes (sem partido-RS), o secretário concordou com a crítica apresentada pelas parlamentares e prometeu manifestar-se publicamente sobre o assunto.
- Essas músicas acirram a violência contra a mulher. Não queremos reprimir nenhuma manifestação artística, mas apelamos ao bom senso dos compositores para evitar a apologia à violência - disse a senadora.
Na opinião de Emilia, o axé Tapa na Cara, do grupo Pagod´art, e o funk Tapinha, de Mc Naldinho e Mc Bete, podem ser um estímulo a que se veja com naturalidade e se banalize a violência contra a mulher. Para a senadora, é problemático passar a idéia de que um tapa é uma coisa simples.
- Um tapa pode gerar um crime - destacou.
Segundo Emilia, tanto exibições de violência, como as letras dessas músicas que prometem ser o hit deste carnaval e as demonstrações sadomasoquistas da modelo Suzana Alves, a Tiazinha, são manifestações muito negativas.
- É ruim incentivar a rivalidade entre homens e mulheres. O ideal é incentivar os sentimentos positivos entre as pessoas. As músicas deveriam passar o lado positivo da relação amorosa - afirmou.
Emilia Fernandes lembrou que, no passado, era comum as músicas incentivarem a submissão da mulher, como em Amélia, de Mário Lago.
- Hoje queremos ver a imagens de mulheres determinadas, que comprovem as conquistas e contribuam para a formação de uma consciência de respeito às pessoas - afirmou.
Em nota oficial de repúdio às músicas, a presidente do Conselho Nacional de Defesa da Mulher, Solange Bentes Jurema, afirmou que a intenção é sensibilizar a sociedade para a questão da violência contra a mulher, chamando a atenção para o duplo insulto moral que tem atingido milhares de cidadãs brasileiras, vitimadas por inúmeros tipos de agressões físicas e simbólicas. "Ao escutarem tais canções, as mulheres são obrigadas a conviver com um discurso moral que legitima socialmente as agressões das quais são vítimas" - disse, defendendo que as expressões artísticas sejam instrumentos de libertação e não de opressão.
De acordo com a senadora Emilia Fernandes (sem partido-RS), o secretário concordou com a crítica apresentada pelas parlamentares e prometeu manifestar-se publicamente sobre o assunto.
- Essas músicas acirram a violência contra a mulher. Não queremos reprimir nenhuma manifestação artística, mas apelamos ao bom senso dos compositores para evitar a apologia à violência - disse a senadora.
Na opinião de Emilia, o axé Tapa na Cara, do grupo Pagod´art, e o funk Tapinha, de Mc Naldinho e Mc Bete, podem ser um estímulo a que se veja com naturalidade e se banalize a violência contra a mulher. Para a senadora, é problemático passar a idéia de que um tapa é uma coisa simples.
- Um tapa pode gerar um crime - destacou.
Segundo Emilia, tanto exibições de violência, como as letras dessas músicas que prometem ser o hit deste carnaval e as demonstrações sadomasoquistas da modelo Suzana Alves, a Tiazinha, são manifestações muito negativas.
- É ruim incentivar a rivalidade entre homens e mulheres. O ideal é incentivar os sentimentos positivos entre as pessoas. As músicas deveriam passar o lado positivo da relação amorosa - afirmou.
Emilia Fernandes lembrou que, no passado, era comum as músicas incentivarem a submissão da mulher, como em Amélia, de Mário Lago.
- Hoje queremos ver a imagens de mulheres determinadas, que comprovem as conquistas e contribuam para a formação de uma consciência de respeito às pessoas - afirmou.
Em nota oficial de repúdio às músicas, a presidente do Conselho Nacional de Defesa da Mulher, Solange Bentes Jurema, afirmou que a intenção é sensibilizar a sociedade para a questão da violência contra a mulher, chamando a atenção para o duplo insulto moral que tem atingido milhares de cidadãs brasileiras, vitimadas por inúmeros tipos de agressões físicas e simbólicas. "Ao escutarem tais canções, as mulheres são obrigadas a conviver com um discurso moral que legitima socialmente as agressões das quais são vítimas" - disse, defendendo que as expressões artísticas sejam instrumentos de libertação e não de opressão.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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